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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Dias assim

Há dias assim. Dias que nem parece que dormes, que sonhas, que desligas do mundo real. Há dias assim. Os que não sabes se precisas de um copo com um café forte ou de uma cama gigante cheia de almofadas para te enfiares o dia todo e nem saberes de que cor o céu decidiu aparecer hoje.

Há dias assim. Dias que o mundo bem podia pedir feriado, que todas as frases positivas te parece tretas e balelas de alguém que não sabe que o mundo real, o piso em que todos os dias tocas é feito disso mesmo: rotinas, gente chata, responsabilidades e negativismo. 

Há dias assim e somos nós que os temos que encarar. Nós, os crescidos, os ditos adultos, os que deviam acreditar que amanhã vai vir melhor e é tudo uma questão de tempo. Mas depois, há dias assim, que parece que acordas desse sonho em que vives, nessa esperança, nessa ilusão e te apercebes, - como que a deixar de ser criança para adulto -, que afinal ainda tudo continua igual. Continuas no mesmo emprego, acordar à mesma hora, a ir ver as mesmas pessoas e ter que fazer as mesmas coisas. Que o caminho para casa continua a ter o mesmo buraco que ontem e a semana passada e o mês passado, que os teus fins-de-semana não sabem a tal porque tu continuas à um ano a jurar que vai mudar, mas que não tens maneira de fazer. Que continuas a bater na mesma tecla pela pessoa errada e te sentes culpada por não teres feito melhor, não teres sido melhor, para alguém que tu achas melhor e nem faz sentido o achares.

Há mesmo dias assim. E amanhã é outro dia, é verdade. Mas, seria muito pedir que esses dias...acabassem por não existir? 


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Sobre pessoas

Trabalho para o público. Nunca foi uma escolha minha, até porque se pudesse fugia dessa realidade. Mas por vezes a vida obriga-nos a irmos por caminhos que, provavelmente, são aqueles que dizemos "Nunca! Deus me livre!". Trabalhar para o público certamente era e é uma das realidades que eu menos gostaria de poder viver todos os dias. Mas vivo e vivo à aproximadamente um ano e cinco meses. Ano e meses esses, incrivelmente imprevisíveis e de um crescimento incrível, admito já. 

Trabalhar como recursos humanos (experiência que também já tive), faz-nos estar envolvidos em várias frentes de combate, mas estamos seguros por detrás de uma protecção que é quase como o "temos sempre, ou quase sempre razão"...nem que seja pelo código do trabalho que nos apoia nas situações mais adversas e complicadas. Mas trabalhar como vendedora numa loja que nem todo o cliente se digna de usar esse nome devidamente é que é a verdadeira frente de batalha. 

Não consigo, sendo isso quase impossível, contar as vezes que dizemos "Bom dia/ Boa tarde/ Boa noite" e somos ignorados. Na minha terra, na minha educação, seja qual for o nosso nível social ou até de habilitações, isso chama-se falta de carácter, falta de educação. Até porque pode vir o chefe de estado, se ele não me cumprimentar com um "Bom dia" para mim, perde todo o respeito que se pode ter por uma pessoa.

Existem essas pessoas e aquelas que juntando ao facto de não nos responderem, ainda se acham no direito de vir (depois de nos ignorar) perguntar "onde está a camisola que está na montra?"...ao qual eu respondo "Bom dia (novamente), a camisola está...". Minha gente, será complicado ter-se educação?! Por vezes, a pessoa que vos vai atender tem mais habilitações literárias que vocês, acreditem ou não. Por isso, não, ninguém é mais do que ninguém seja em que sitio for. 

Depois, vem o filme dos saldos. O filme de se desdobrar, passar por cima, sujar roupa, querer ser o primeiro, querer ser atendido logo e já e não pensar a batalha que estamos enfrentado de horas a fio em pé a servir um público efusivo e ansioso. Atenção, mais do que servir, manter a força, o sorriso e a educação, quando tudo o que falha ao público em geral é mesmo isso, a falta de educação. 

Eu sou antes de vendedora, sou uma cliente e todos os dias aprendo uma lição, a lição de ser mais rica em todos os sentidos com todos os clientes. Adoro o que faço e cresci imenso, principalmente na vertente de abstrair e continuar com o sorriso, o mais natural de todos, pois em todo o lado é assim, aprendemos a lidar com as situações mais complicadas e ter que ser resiliente. 

Mas, não podiamo-nos por um bocadinho no lugar uns dos outros por vezes?! 

sábado, 12 de maio de 2018

Praia

Ouvia à pouco numa entrevista da Carolina Deslandes para o Alta Definição que uma das maneiras de ela ver a vida passava por imaginar-se a nadar até encontrar a praia que lá ao longe avistava e que quando lá chegou, deu por si e as pessoas que talvez a magoavam mais, ainda estavam a nadar a tentar lá chegar.

Devo dizer que foi das coisas que já ouvi na vida, que por um lado, mais sentido fez e que nem damos por nós a pensar nisso no nosso dia-a-dia. 

Quantas batalhas ultrapassamos nós, culpando muitas vezes os outros, sem pensarmos qual a batalha que eles próprios estão a passar? Um momento para pensar nisso pode nos fazer entender por vezes muitas atitudes que insistimos em culpar, em apontar o dedo e..até...porque não..a ser egoístas.

Está sempre em nós, a luz ao fundo do tunel, a praia, as ondas a ultrapassar. Mas, está também à nossa volta todo um conjunto de batalhas que temos que refletir e compreender. Não somos só nós que aqui estamos, não somos só nós que construimos e escrevemos a nossa história. Tal como tudo, existem complementos que a fazem ser tão bonita quanto ela pode ser, mas temos que saber relacionar o bom e o mau. O meu...e o teu. 



Patrícia

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Desabafos #2

Ainda algum tempo, não muito, ouvi uma caloira minha (já de alguns anos, porque até ela já acabou o mestrado!), dizer que não é o facto de termos uma licenciatura ou um mestrado que faz com que nós tenhamos um "seguro de vida", mas sim o quanto nos esforçamos por ser os melhores. Eu concordei.

Quando me candidatei na altura para a minha licenciatura e posteriormente mestrado, fiz com dupla intenção: a de trabalhar conforme as condições que me pareciam mais seguras, mais ambicionadas por mim e também pelo facto de ser aquela a área que eu desejava trabalhar o resto da vida, ou pelo menos, era o que pensava...e ainda penso! Estranhamente sou daquelas que gosta de encher a secretária de papel e trabalhar sobre ele.

No entanto e como a maioria dos licenciados de Portugal, eu estou fora da minha área, mesmo depois de um estágio que fiz dentro dela. E custa. Custa por diversas razões, mas a maior delas todas é mesmo o esforço, o trabalho, o dinheiro, o sonho (no meu caso) e também a força de vontade que depositei nos meus anos como estudante universitária. 

Não desgosto do que faço agora. É diferente. E como tudo na vida faz nos pensar até que ponto queremos realmente algo. Até que ponto valeu a pena. Eis que, não preciso de pensar muito para saber que mesmo depois do resultado que se tem tido, nada foi em vão. Porque nada do que sonhamos e realizamos é em vão. As nossas expectativas podem ser muito altas, os nossos sonhos também. Mas, como tudo na vida, tudo muda e tudo tem uma grande e forte razão de ser. Talvez seja o passo que se precisa de dar, talvez seja a oportunidade que precisa aparecer, talvez seja um empurrão para algo melhor. Até porque...temos que nos esforçar por ser os melhores...e acreditem que isso não acontece de um dia para o outro. 

Beijo,

Patrícia.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

6

Vai haver sempre uma altura que te dás conta do quanto algo pode interferir na tua vida, mesmo que isso se tenha passado à muito tempo atrás. 

É isso que te vai fazer perceber que realmente, não se mudou tanto como achávamos que tinha mudado, que as coisas não se modificaram só porque passaram se anos e tu pensas que já sabes o suficiente, já ultrapassaste o suficiente para algo não te afectar. Mas e como tudo na vida, nada é certo e qualquer coisa pode te bater à porta, como um Olá que vem refugiado na tentativa de te fazer erguer de um esconderijo que insistes em estar só por repisa, medo...ou teimosia.

Teimosia... mas que grande verdade. Juntando a isso todas as vertigens e inseguranças inerentes ao que alguma vez foste e sobreviveste. Se calhar é mesmo ai que te apercebes do quão minúsculo se pode ser em confronto com um sentimento que pode parecer pequeno, mas que se vai enrolado de tal forma que dás por ti perdido numa imensidão de um grande misto de emoções. Algumas pessoas chamam-lhe borboletas...não sei se as sinto, nem sei se as deixo sentir, pois por vezes pensamos que o gelo pode ser tão concentrado que somos nós próprios os culpados a não deixar esses tão desejados efeitos surgirem e proporcionar algo que se parece tanto ou mais com a felicidade.


sábado, 31 de outubro de 2015

"Perseverança & Determinação"

(Tive tempo para fazer um post no blog!!! Uffa!!)

Realmente quando se tudo torna rápido demais na nossa vida e todo o que temos é pouquinho, torna-se complicado vir responder a todos os comentários e vir fazer um post como deve de ser. Mas hoje, depois de um bom café - obrigatório- de manhã, de uma corrida à chuva e de (mais) uma apresentação concluída decidi que tinha mesmo que fazer o intervalo que o blog merece! 

Havia muitos assuntos que podia falar, incluído o tão falado, e que merece, halloween, sendo então que lembrei-me em vos trazer uma receita toda xpto de um bolo muito bom de abóbora e inserir ali nos marcadores das saborosas. Mas depois também me lembrei de sugestões de filmes e de decorações e afins que fazem lembrar esta data...o problema foi mesmo que nem eu o vou comemorar, nem lhe dou assim tanta importância, e por isso mesmo, esqueci essa possibilidade.

Venho então vos falar de quê? De sucesso. Pois. Essa palavra que me tem assombrado estes últimos dias. 

"O Acto de administrar é trabalhar com e por intermédio de outras pessoas na busca de realizar objectivos da organização bem como de seus membros." (Montava e Charnov, 2003)

Esta que refiro em cima...sou eu, bem como a que descrevo em baixo.

"Se eu tivesse que escolher uma qualidade, uma característica que considero ser a mais correlacionada ao sucesso, seja em qual área for, eu optaria pela perseverança, pela determinação. A disposição de aguentar até o fim, de ser derrubado 70 vezes e ao se levantar do chão, dizer: Aqui vai a queda número 71." (Richard M.Devos) 

Tudo isto porque, o que eu quero, o que eu sou, o que irei ser, tenho bem definido. O único problema são mesmos todos os obstáculos que se metem na nossa frente, todas as "frases" que te dizem e tentam por abaixo, todas as forças que querem que caias e a tua salvação é mesmo o está na segunda frase, "perseverança, determinação". Ultimamente estas têm sido as palavras de ordem, e afinal não é assim que tem que ser para tudo? 

Que bom é fazer-se o que se gosta, que difícil que isso pode ser, é realmente irónico. Mas se calhar é mesmo isso que nos dá a maior força para continuar e ver o que vale a pena.

Porque afinal, para se conseguir...há que tentar não é?

Beijinhos, 

Patrícia

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Primeiro passo é querer

Sou uma péssima blogger. Não me importo. Não por não gostar disto, nem nada parecido, muito pelo contrário. Mas sim porque só significa que isto é o meu cantinho e posso refugiar-me nele somente quando me apetece, não fazendo disto uma obrigação, ou algo do género.

As coisas não mudam muito quando não mudamos muito. Mas a verdade é que quando se olha para trás, vê-se sempre grandes mudanças. Digo isto porque, e relendo o meu ultimo post que não foi assim à tanto tempo, realmente a minha vida já deu novamente uma grande volta. 

Mestrado, é o nome da nova aventura. Outra, foi realmente sobreviver ao fato de já não ter ginásio e ter que acomodar as minhas necessidades provenientes daí a um pequeno espaço no meu quarto ou então às corridas que me sustentam a alma toda a vez que refugio nelas a minha agonia de estar sem fazer nada. 

Podiam me perguntar quantas vezes por semana pratico exercício. Diria que dia sim, dia sim, dia sim e talvez um dia não. É o dia oficial do peso na consciência. É mau, eu diria também que sim. Exercício, tornou-se como uma droga para quem se vê nele para alimentar um bem-estar pessoal.

Mas, e infelizmente, como tudo, quando deixamos uma "droga pesada", a leve não se torna tão boa, tão rica como aquela que tínhamos antes.

Este é um desabafo de quem teve que por travão a alguns dos seus objetivos. Não os travando completamente, porque não teria coragem/capacidade para tal. Mas sim, tive que abrandar por força de fatores inerentes a mim própria. 

Não é fácil, mas digo vezes sem conta para mim que a força de vontade é o melhor amigo para se estar de mão dada, seja isso para o que for. E se isto é algo que realmente quero, tenho que arranjar as soluções, encontrar as regras e aprender a viver com o virar do jogo. 

A vida é assim. Nem tudo são marés calmas, há que aprender a rumar contra ela e enfrentar qualquer obstáculo. 

Lá chegarei, perto ou longe.

Beijinhos, 
Patrícia 

domingo, 17 de maio de 2015

"Big dreams, big persons"

Dizem que depois da tempestade vem a bonança. Dizem também que quem corre atrás dos seus sonhos, sempre encontra maneira de os realizar. Esta semana foi mesmo isso.

Estive desligada deste mundo, não por querer. Mas sim porque foi uma semana de finalizar um processo de três anos da minha vida que mais me encheu de orgulho, vivências e ensinou realmente a crescer.

Ser finalista é realmente mais do que realizar um sonho, é olhar para trás e perceber que há muita coisa por detrás desta vitória. Nem sempre foram sorrisos, nem sempre foram lágrimas, mas tudo foi o culminar de toda uma grande vitória que só quero que seja mais uma porta aberta para tudo o que ainda mais quero fazer na vida. 

Realmente, ser feliz não é ter que se basear em acontecimentos generalizados como o "encontrar o amor da nossa vida". Até porque não o encontrei e sinto-me na mesma, ou se calhar até mais, a pessoa mais realizada e feliz que alguma vez encontrei em mim. Aliás, esta foi precisamente a semana que mais me fez olhar ao meu redor e perceber que realmente são poucas as pessoas que nos fazem felizes de verdade, mas são as que realmente tem aquele dom, que mais ninguém, alguma vez o poderia ter...e sem dúvida que eu sou uma dessas pessoas. Porquê? Porque não haverá mais ninguém a fazer pela nossa felicidade do que nós próprios. 

Mais que ser finalista, ter a capa na mão cheia de mimos escritos e umas flores que pouco simbolizam para tanto que são estes três anos e as cores do nosso curso, eu devo dizer que não poderia estar mais feliz, também, pelo meu clube do coração, pelo meu grande amor...ter sido BICAMPEÃO! 

Sim, porque se a semana acabou em grande, não foi só porque eu realizei um sonho, mas sim porque os "meus meninos" - como os carinhosamente os chamo - fizeram o favor de me por a gritar, de me fazer sentir de novo o que é...ser campeão e ser benfiquista! 

Estou de coração cheio, sem palavras...e com um sorriso de orelha a orelha e não podia deixar de partilhar! 

"DIZEM QUE SOMOS LOUCOS DA CABEÇA, AMAMOS O BENFICA COM CERTEZA!!"



segunda-feira, 6 de abril de 2015

Patience

Eu consigo tornar-me uma pessoa bastante aborrecida e chata quando tenho mesmo que fazer algo e sinto-me pressionada a tal e o prazo está mesmo ai à "porta". Odeio, mas sei que infelizmente, por vezes, trabalho bem melhor quando é tudo à pressão. No entanto, eu realmente fico num estado de alma, que até a mim me irrita, nem quero imaginar às outras pessoas. 

Infelizmente, ando num desses dias em que tem mesmo que ser e por mais que eu tente procurar um "escape", não há, tem que ser e tem mesmo. E então, a melhor solução que posso encontrar...é talvez, procurar algo que me acalme e me alegre. Ir ao ginásio é sempre uma boa opção e não pode falhar, mas no entretanto, já pensei em mil coisas. Já pensei no chocolate que tenho ali guardado, mas não, ai estaria a pecar às minhas promessas todas juntas. Depois pensei em ouvir alguma música que realmente me acalme, mas ai estaria fora do contexto concentrar-me. Então, lembrei-me do blog e do quanto é bom escrever, nem que seja disparates como estes. 

Sendo assim, devo dizer que as minhas ideias para escrever no blog, são sempre muitas mas acabo sempre por recorrer a este cantinho como um refúgio para pequenos sentimentos que me surgem à flor da pele e que de alguma forma têm que sair. Seja isso de que forma for. Por isso, podia-vos falar da minha falta de capacidade de me importar com o facto de ter perdido uma flecha que tanto apareceu como sumiu da minha vida, mesmo sabendo que no fundo, um bocadinho de mim, importa-se demasiado com isso. Ou então, em outra perspectiva, podia-vos falar daquela parte de mim que está à procura da paciência, essa...que não sei onde se perdeu, mas que a deixei algures e que realmente eu precisava de encontrar. Paciência. Essa palavra que tanto me podia dar e eu tanto luto para a ganhar. Não só para flechas, como também para pressões e para tudo o que está e que precisa de ser feito, tolerado e acabado. 

Alguém me diz onde está? 



terça-feira, 31 de março de 2015

Origens

Por vezes é quando paramos e pensamos que realmente reparamos nas coisas. 
Eu sou uma rapariga que nasceu num lugar lindissimo e num recanto que carinhosamente chamo de paraíso, é calminho, tem mar e flores. Agora, vivo num sítio cheio de movimento, tenho carros a passar-me à frente da janela do quarto e da cozinha a toda a hora. Para qualquer lado da casa que me vire, estou a levar com o barulho da atarefada cidade em que vivo. Digo isto, não negativamente, mas sim para constatar a diferença de estilo de vida que o rumo do meu destino me levou. 

A verdade é que realmente gosto. Gosto de sair à porta de casa e ter uma Sephora, um Macdonalds e uma H&M mesmo assim a uns quantos metros. É normal, tudo isso se torna útil para qualquer pessoa, é sempre bom sair de casa e poder ir ver umas novidades, ter a confusão da cidade, que mesmo que seja por vezes cansativa, nos põe de alguma forma a viver.

Mas tudo aqui passa depressa demais, tudo aqui é rotina, tudo aqui tem que ter um bocadinho de tempo para sabermos valorizar o quanto é bom o descanso das nossas raízes, neste caso, das minhas. E, não querendo parecer metida demais na minha rotina, a verdade é que foi preciso a casa estar completamente vazia de confusão, eu estar metida nos meus próprios pensamentos, a beber o meu café sagrado, para perceber que realmente...o quanto bem me fazia estar num recantozinho da minha casa, com o sol a bater-me e tudo o que ouvisse fosse quase a minha respiração...ou o John Mayer, que também me acalma e muito. Para quem ainda não tentou esse truque, tentem! Conselho de amiga! 

É por estas e por outras, que cada vez mais tenho a certeza, que sou menina de cidade, mas tenho um lado, aquele lado que bate mil vezes mais rápido quando se pensa e que faz um apertozinho no peito de saudades, que me faz voltar e pedir...que tudo seja assim, mais calmo, mais "meu". 


Resumindo, eu ficava bem num sítio assim o resto da vida...juro.

sábado, 28 de março de 2015

Desabafos #1

Na verdade, nem tudo o que achamos que deve ser, ou que vai ser, realmente acaba por ser. Há quem diga, que se não foi, era porque não tinha que ser. As teorias, são muitas, eu própria refugio-me nelas, procuro encontrar respostas nessas crenças que, por vezes, tudo no final tem uma razão. E acredito, acho que todos nós no fundo temos que acreditar, afinal, talvez seja isso que mantenha essa esperança, que tantos dizem que é a última a morrer. 

Ontem, e longe de comparação possível com qualquer situação que me dá uma certa "comichão" na minha cabeça, eu fixei-me numa miúda, que não por ser diferente, ser especial, conquistou a minha atenção e fez-me pensar, que realmente, há sorrisos tão simples e bonitos que são tão inconscientes que se tornam mais bonitos que qualquer sorriso que se procure em situações que de alguma forma pensamos que nos fazem bem.

Essa menina tinha/tem trisomia 21 e eu não a conheço, não tenho qualquer contacto com ela na verdade, mas, e como uma "espetadora" atenta de sorrisos genuínos por natureza ou simplesmente por ter que levar com eles como uma "chapada" para aprender, mantive-me atenta e fez-me pensar, pensar que realmente os meus problemas, são tão pequeninos, as pessoas são tão "pequeninas" com tanto gesto que nem notam. E com isto, quero dizer, que nós, não merecemos, não devemos sequer pensar em dizer um "desculpa", nem muitas outras coisas que nos atiram, como flechas sem pensar principalmente nas consequências. Nunca a frase "as desculpas evitam-se", esse cliché tão usado por nós, fizeram tanto sentido na minha cabeça. E sabem porquê? Eu sei que sabem. Porque, um desculpa não apaga nem um bocadinho daquele "soco" que se sentiu no estomago quando se ouviu tais palavras. Porque um desculpa não apaga qualquer menosprezo que tivemos. Porque um desculpa, não faz nada voltar atrás.

Isto é um mero desabafo. Um mero desabafo de quem acredita que realmente há coisas que acontecem por uma razão, que tudo tem um passado, um presente e um futuro. Mas que, cada vez que se rouba um sorriso genuíno, nunca, mas nunca se deve pensar em tirar esse sorriso e substituir por outro sentimento qualquer, porque se soubeste fluir um sentimento tão bonito como a felicidade, também és bem capaz de o manter.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Quitting is not!

Eu odeio quando me torno a pessoa mais preguiçosa do mundo. Já pensaram o quanto perdemos pela preguiça? Eu gosto imenso de "gostar de mim" e acho que todos os dias devemos fazer um bocadinho por isso, mas, e quando a chuva está lá fora e a força se tem desgastado imenso ultimamente, torna-se difícil superar qualquer coisa que esteja relacionada com a preguiça.

Mas, e como a força de vontade é maior que tudo, vamos lá acordar deste sentimento negativo e por mãos à obra, amanha é dia de descanso e o que tem que ser, tem muita força.


Beijinhos,
Patrícia P.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Close to dreams



Esta é aquela altura do ano que me injeto com imagens, frases destas. Não me perguntem porquê, mas sinceramente cada vez se torna mais difícil olhar para as coisas e ter força para conseguir que tudo saía como nós queremos. 
Gostava imenso de escrever sobre coisas boas do natal, de falar de coisas lindas que vi, mas sinceramente a unica coisa mais linda que vejo é as minhas canetas e a minha letra a ficar marcada em grandes rascunhos que um dia, com sorte, ditarão como será o meu futuro.
but, you know..."this is my dream"! 






Beijinhos,Patrícia

sábado, 6 de dezembro de 2014

Mess is mine

Já pensarem como é fácil nos esquecermos dos pequenos prazeres da vida? Eu realmente ás vezes esqueço-me do quanto é bom me fechar neste mundinho do blog e escrever, escrever...
Ando novamente na pressa da rotina, presa nas coisas que me dão prazer e que me tiram o prazer de fazer outras coisas, como é o exemplo de poder ir à vontade procurar ofertas de natal.

Esta é com certeza das alturas do ano que mais gosto. Dou graças ao fato de poder ter um sentimento tão grande pela minha família, que apesar de pequena e longe, me consegue proporcionar sempre o maior carinho, o melhor cantinho para estar. É verdade quando dizem que longe é que se aprende a dar valor às pequenas coisas, e o que mais aprendi nesta experiência que já dura três (curtos) anos, foi que realmente até o cheirinho da minha casa tem um valor imaginável. Isto, sem menos prezar todas as coisas boas que a nossa casa nos pode proporcionar quando a saudade chega a ser maior que a distância em si. Sabem? "É que um carinho ás vezes até cai bem", e isto é mesmo isso, uma falta enorme daquele abraço, daquele beijinho na testa, ou até do bolo quentinho da mãe e das conversas longas do pai.

Cresce-se tanto, unimo-nos tanto, cria-se tanta coisa boa, que olhas para trás e realmente sentes-te realizado por tanto que se viveu, por tanto que se conseguiu. Mais que isso e ainda maior que o sentimento de realização, é mesmo a felicidade que se tem quando todas aquelas coisas que não estão "ali" à demasiado tempo, te fazem "companhia"...nem que seja por "breves segundos"...


Beijinhos, 
Patrícia

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Like a little children


Hoje é daqueles dias em que esta pura inocência me faz falta, muita falta! É tão adorável..já vi umas cinco vezes e tenho a certeza que não ficarei por estas cinco vezes! Que bom que era se os nossos momentos fossem filmados assim, ás vezes precisamos mesmo é disto..sentir de novo as coisas, como pela primeira vez!

Bom fim-de-semana meninas, beijinho!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Aquela pausa no estudo que era mais que necessária.

Odeio os homens e os seus estereótipos. Digo isto dos homens, como poderia dizer das mulheres, mas como mulher, obvio que me afeta mais ver um homem que define a sua vida de acordo que acha que está correto aos seus olhos. E por correto entenda-se coisas como uma rapariga perfeitinha, que aos olhos de todos é aceitável e que tenha que estar na mesma classe social que ele. Isto parece-me tão antiguado que até me afeta o pensamento. O que mais me chateia é ver pessoas da minha idade a ser assim e para além dessa personalidade mesquinha e irritante, ainda juntam aquele pequeno pormenor que faz toda a diferença, criticam os outros por não viverem "tão" perfeitamente como eles. Porque parece que a vida tem que ser assim, viver para fazer tudo direitinho, sem uma risada num silêncio, ou fazer uma figura em pleno público. Ás vezes apetece mesmo é chegar ao pé deles e gritar "VIVE!!" e viver não é simples momentos que se vive com o pessoal, pensando sempre em manter aquela "classe", aquela arrogância tipica e irritante. (GRRR)

Buenos dias


Tenho andando com uma necessidade imensa de pensamentos positivos e coisas boas a acontecer. Estar todos os dias fechada na biblioteca dá cabo da cabeça de uma pessoa, chego a acreditar que até nos afecta a auto-estima! Apesar de ter o sono em dia (não me perguntem como), eu ando toda trocada e tanto estou bem como estou mal. Chega ao ponto que até um simples guarda-chuva me irrita. Fica desde já esclarecido que não desejo isto a ninguém, porque é realmente triste. Mais que isso, chego a acreditar que já nem o meu guarda roupa me deixa feliz, tudo está muito mal..que tristeza! 

Beijinhos para vocês..se calhar assim não têm dias como os meus têm sido!! Ehehe! 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Viver em casa

Desde que entrei na universidade que venho cada vez mais a descobrir coisas em mim que nunca pensaria descobrir. Mais que uma rapariga que se apaixona em viagens, sou uma dona de casa que passa muito bem pelo homem da casa, porque ultimamente, quando algo acontece ou está prestes a acontecer, sou eu que estou lá de mangas em cima para socorrer de todos os lados e poucos aos poucos, a verdade é que a coisa vai ido ao sítio. Hoje foi um dia super cansativo, mais que estudar para um exame que requer mesmo muito de mim, ainda fui as compras e tive a tratar de tubos da cozinha que claro, ninguém queria saber. Porque parece que por estes lados as coisas devem cair do céu, tudo fica pronto por alguém que durante a noite resolve tudo (o que ainda não perceberam foi que realmente sou sempre eu a salvadora da pátria). Isto fez com que eu me tornasse uma rabugenta, desnaturada que não conseguiu ir ter com o seu afilhado académico. A parte positiva disto tudo..é que vou aprendendo a ser a Patrícia dos 7 ofícios.

(Vou tentar já comentar todos os vossos blogs, como bem merecem!!)