domingo, 29 de janeiro de 2017

"Não lamento a tua morte, mas celebro a tua vida."

Sempre acreditei que a vida, essa que nem sabemos bem o que é, era demasiado grande para se perder por ai, assim rápido e fácil. No entanto e, como muitos de vocês, devo-me ter percebido ao longo dessa mesma que, infelizmente tudo se perde num segundo e, por vezes, nós nem damos por isso. 

Posso afirmar, com toda a minha certeza, que tenho saudade de tudo o que fui, de tudo o que passei e vivi e...ainda foi ontem, ainda foi à uma hora, um segundo, porque pode tudo...desaparecer no segundo seguinte. 

Pode até parecer demasiado deprimente e profundo, pode parecer sem nexo, mas gosto de pensar que, mesmo que não seja assim, nós devíamos de viver cada segundo como se fosse o último e quando penso nisso, tenho que automaticamente acrescentar aquele grande sentimento de culpa e arrependimento por tudo o que ficou pelo caminho...aquelas ditas cujas palavras que tanto se deve dizer e que por orgulho não se diz, ou aquele momento que fomos em frente e se calhar deveríamos ter voltado atrás. 

A vida, essa demasiado efémera e que ainda ontem me deixou com saudades de quem já foi, de quem partiu para nos dar uma lição e que ficou da mesma maneira. Pensei em todos, pensei no quanto eu dava para poder dar a mão, nem que fosse só mais uma vez, a quem já não posso, a quem só me veio cá dizer olá...e saber que vai estar ai...sempre a olhar por mim.

É tudo um segundo...e nós perdemos tantos. 

Beijo,

Patrícia.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

6

Vai haver sempre uma altura que te dás conta do quanto algo pode interferir na tua vida, mesmo que isso se tenha passado à muito tempo atrás. 

É isso que te vai fazer perceber que realmente, não se mudou tanto como achávamos que tinha mudado, que as coisas não se modificaram só porque passaram se anos e tu pensas que já sabes o suficiente, já ultrapassaste o suficiente para algo não te afectar. Mas e como tudo na vida, nada é certo e qualquer coisa pode te bater à porta, como um Olá que vem refugiado na tentativa de te fazer erguer de um esconderijo que insistes em estar só por repisa, medo...ou teimosia.

Teimosia... mas que grande verdade. Juntando a isso todas as vertigens e inseguranças inerentes ao que alguma vez foste e sobreviveste. Se calhar é mesmo ai que te apercebes do quão minúsculo se pode ser em confronto com um sentimento que pode parecer pequeno, mas que se vai enrolado de tal forma que dás por ti perdido numa imensidão de um grande misto de emoções. Algumas pessoas chamam-lhe borboletas...não sei se as sinto, nem sei se as deixo sentir, pois por vezes pensamos que o gelo pode ser tão concentrado que somos nós próprios os culpados a não deixar esses tão desejados efeitos surgirem e proporcionar algo que se parece tanto ou mais com a felicidade.